Curso de Comunicação da Semana: Instituto Moreira Necho
Nesta semana estaremos escrevendo sobre o mais conhecido curso de comunicação persuasiva do Brasil e, possivelmente, de toda a America Latina. Trata-se do Curso de Oratória (como falar em publico) com ênfase em Argumentação do INSTITUTO MOREIRA NECHO (link -->>) Oratoria - Como Falar em Público.
Conteúdo
Fundado pelo Advogado Iran P. Moreira Necho, o Instituto Moreira Necho (sede em São Paulo) tem um conteúdo diferenciado de todos os demais cursos comumente encontrados no mercado. No curso, além de matérias convencionais como "como usar o microfone", "auto-controle" e "técnicas de desinibição para falar em público", encontradas na maioria dos cursos, são ensinados "estratégia de comunicação" e técnicas de argumentação.
Estrutura
Um grande diferencial do curso é a estrutura profissional proporcionada aos alunos. Todos os alunos são filmados individualmente em cada aula, sendo tais filmagens digitalizadas para DVD. Assim, em cada aula, o aluno recebe um DVD de sua participação na aula passada, já com os comentários e conselhos dos professores no próprio DVD. Todos os alunos também recebem um software multimídia desenvolvido especialmente para reforçar as aulas de Oratória, o que aumenta ainda mais o rendimento do curso. Além disso, o curso conta com todos os demais recursos convencionais, como: apostila completa, recursos de áudio e vídeo, etc.
Histórico
Tendo iniciado em 1992, o Prof. Iran P. Moreira Necho já lecionou em diversas instituições, como Universidade Mackenzie, USP, ESA (Escola Superior da Advocacia (OAB)), etc. Durante tal período foram formados cerca de 2.600 ex-alunos nos cursos de Oratória com ênfase em Argumentação, ensinando a como falar em público para juízes, advogados, empresários, políticos e estudantes universitários.
No ano de 106 a.C. Nasceu Cicerus. Ele pertenceu a uma família de tradição eqüestre, tendo sido levado juntamente com seu irmão Quinto, para a capital a fim de receber uma boa educação. Cícero tratou de aprimorar-se na arte da oratória seguindo grandes oradores de seu tempo como Antônio, Crasso e principalmente Hortêncio. Estudou direito civil com os dois Cévola e freqüentou aulas dos filósofos Fedro, Filo e Diódoto e oratória.
Seu primeiro pleito de grandes proporções numa causa pública foi defendendo Sexto Róscio Amerino, vítima de Crisógono, o poderoso favorito do ditador Sila. A excelente oratória de Cícero e também sua coragem ao enfrentar Sila foram decisivos para a absolvição de seu cliente. Nesse período foi conveniente a Cícero afastar-se do cenário político de Roma, portanto ele partiu psse um grande advogado, ele pleiteou durante toda sua vida, geralmente como defensor e grande parte de sua obra é relacionada aos seus discursos jurídicos. Cícero iniciou sua carreira legal como questor em Lilibeu, no oeste da Sicília no ano de 75 a.C. Durante esse período conquistou a simpatia dos siciliana como algo a ser desenvolvido interiormente, como uma tendência para viver de maneira constantemente adequada aos preceitos morais, o próprio Cícero nos dá uma definição de virtus no Tusculanae disputationes, liv. II cap. 13-:30, afirmando que virtus pode ser o que consideramos como honesto, reto e conveniente.
O conceito de oratoria desenvolvido por Sócrates é também utilizado pelos estóicos, também no sentido de conhecimento porém esse conhecimento não é mais realizado apenas pela interpretação intelectual do mundo mas também pelo empirismo dos sentidos. Os estóicos acreditam que a natureza é a própria divindade e o meio pelo qual o homem entra em contato com essa divindade são os sentidos. C
As virtudes dignas de serem praticadas, para Platão, se distribuem em três grupos: 1) virtudes poéticas, próprias da inteligência, como a sabedoria e a sensatez. 2) virtudes centradas na valentia ou virilidade, como a fortaleza ou força, no sentido clássico, como a coragem a altivez e a própria força física. 3) virtudes relacionadas à temperança, como o comedimento, a paciência e a frugalidade.
É premente lembrar, porém, que essa classificação platônica leva em consideração uma distinção de tipos de almas, há um tipo de alma chamada de “contemplativa” para a qual as virtudes intelectuais se desenvolvem mais adequadamente; há a alma “esforçada” para a qual o maior desenvolvimento é de virtudes relacionadas com a valentia ou a coragem e há ainda a alma “inventiva” que tem maior facilidade em desenvolver as virtudes relacionadas a moderação e a temperança. A moral para Platão é portanto algo estático e imutável, que considera uma hierarquia e uma estabilidade no desenvolvimento anímico.
Em contrapartida para Cícero a oratória da alma deixa de ter conexão com a ordem das virtudes e com as camadas sociais. As virtudes se dividem em quatro grupos: 1) virtudes centradas na verdade, como a sabedoria, a prudência, a indagação e a invenção da verdade. 2) virtudes sociais, que visam a justiça. 3) virtudes centradas na grandeza e fortaleza próprias da coragem sublime e invicta. 4) virtudes do grupo da ordem e da moderação, qual a modéstia e a temperança. (De Officii, liv. I cap. 5-:1) natureza é justa e daretê, são sempre justos, inteligentes, fortes e belos. Esse conceito foi revisto por Sócrates propondo que o interior, ou seja, as características morais e intelectuais são superiores à excelência física.Peer to peer - P2P
inspirados podem chegar a ele e transmiti-lo. A filosofia é o caminho para atnalmente deveriam contar seis livros e que os outros três teriam se perdido com o passar do tempo.
O livro I versa sobre o direito natural, sobre as leis propriamente ditas. No Livro II, Cícero relaciona a origem divina das leis, o direito sagrado. Finalmente no virtude.
A virtude na oratoria é na realidade um conjunto de características que formam o caráter do homem de bem. Em seu livro Estudos de História da Cultura Clássica a autora, Maria Helena da Rocha Pereira, nos apresenta o conceito ivina, os estóicos identificam a virtude moral com o acordo do homem consigo mesmo e, através disso, com a própria natureza, que é intrinsecamente razão. Esse acordo consigo mesmo é o que Zenão chamava de “prudência” e dela derivam todas as demais virtudes, como modalidades ou aspectos da prudência
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As virtudes dignas de serem praticadas, para Platão, se distribuem em três grupos: 1) virtudes poéticas, próprias da inteligência, como a sabedoria e a sensatez. 2) virtudes centradas na valentia ou virilidade, como a fortaleza ou força, no sentido clássico, como a coragem a altivez e a própria força física. 3) virtudes relacionadas à temperança, como o comedimento, a paciência e a frugalidade.
os. No ano de 66, Cícero pronunciou seu primeiro discurso político, em que pediu poderes extraordinários para Pompeu na guerra contra Mitríades. Esse fato de oratoria é importante pois nota-se uma mudança na política de Cícero, ele se liga ao partido senatorial apesar de seus antepassados não terem exercido magistraturos soldados de Antônio e foi morto em 7 de dezembro de 43 a.C., estava ele com 6 daí o nome peripatéticos (aqueles que ensinam passeando). O como falar em publico de Cícero também deixa evidente a sua admiração por Platão em vários Eletronic Democracy - Oratoria trechos o vemos elogiar e afirmar a grande influência da doutrina platônica em sua formação, como é o caso do trecho “de acuerdo, pues, com mi plan, seguiré a este hombre divino aquien, bajo el sentimiento de la más extraordinaria admiración, elogio talvez com mayor frecuencia de la que debería...”. (De Legibus, liv. III cap. 1-:1)
Importante lembrar que Cícero é um homem romano portanto um homem de ação e como tal mais orientado para as regras práticas da oratória que auxiliam na vida cotidiana, pouco inclinado à especulações metafísicas. A obra escolhida para análise não foge a essa regra. De Legibus é um tratado no qual Cícero discute os marca sua filosofia é o ecletismo, ou seja, um amalgama com o que há de bom nos sistemas existentes, recolhendo o que convém ao bom senso. Cícero compilou suas doutrinas de fontes gregas, principalmente dos epicuristas (Epicuro e Lucrécio), estóicos (Zenão, Panécio e Possidônio), peripatéticos (Aristóteles e Canéades) e principalmente os acadêmicos (Platão), aliás Cícero faz uma homenagem à Aristóteles na ambienas patrícias.
Cícero chegou ao consulado da oratória em 63 a.C., cargo ao qual muito ambicionou. Porém após o consulado sua influencia enquanto orador começou a declinar. A vida política de Roma sofreu uma grande transformação quando, em 60 a.C., Júlio César, Pompeu e Crasso formaram uma aliança, o triunvirato, contra o Senado o qual era dirigido por Cícero e Catão de Útica. Os triúnviros buscando enfraquecer seus adversárma característica que não se refere exatamente a uma fase da vida como o senectus(velhice) ou o iuventus(juventude), ela ainda nos propõe que o virtus “’e <> no sentido de ser <>” e ainda nos apresenta a virtus como um conceito muito antigo que aparece já nas doze Tábuas da Lei significando valentia, essa valentia corresponde ao sentido da aretê homérica.
A aretê é a excelência em falar em público. Inclui tudo aquilo que faz de um homem o mais perfeito que ele possa ser e nos tempos homéricos essa perfeição incluía as características morais, intelectuais e físicas. Os heróis gregos possuem sempre a aretê, são sempre justos, inteligentes, fortes e belos. Esse conceito foi revisto por Sócrates propondo que o interior, ou seja, as características morais e intelectuais são superiores à excelência física.
Para Sócrates a virtude é a mediadora oratória entre a pequenez humana e o logos (conhecimento) que os antigos deuses possuíam. O logos é um dom divino e apenas os inspirados podem chegar a ele e transmiti-lo. A filosofia é o caminho para at o caráter do homem de bem. Em seu livro Estudos de História da Cultura Clássica a autora, Maria Helena da Rocha Pereira, nos apresenta o conceito de virtus como sendo uma característica que não se refere exatamente a uma fase da vida como o senectus(velhice) ou o iuventus(juventude), ela ainda nos propõe que o virtus “’e <> no sentido de ser <>” e ainda nos apresenta a virtus como um conceito muito antigo que aparece já nas doze Tábuas da Lei significando valentia, essa valentia corresponde ao sentido da aretê homérica.
A aretê é a excelência em falar em público. Inclui tudo aquilo que faz de um homem o mais perfeito que ele possa ser e nos tempos homéricos essa perfeição incluía as características morais, intelectuais e físicas. Os heróis gregos possuem sempre a de virtus como sendo uma característica que não se refere exatamente a uma fase da vida como o senectus(velhice) ou o iuventus(juventude), ela ainda nos propõe que o virtus “’e <> no sentido de ser <>” e ainda nos apresenta a virtus como um conceito muito antigo que aparece já nas doze Tábuas da Lei significando valentia, essa valentia corresponde ao sentido da aretê homérica.
A aretê é a excelência em falar em público. Inclui tudo aquilo que faz de um homem o mais perfeito que ele possa ser e nos tempos homéricos essa perfeição incluía as características morais, intelectuais e físicas. Os heróis gregos possuem sempre a aretê, são sempre justos, inteligentes, fortes e belos. Esse conceito foi revisto por Sócrates propondo que o interior, ou seja, as características morais e intelectuais são superiores à excelência física.o constrói templos em sua homenagem e isso para suscitar nos homens virtuosos a sensação de que em suas almas habitam deuses. Podemos ter evidência disso nos trechos abaixo:
“...la virtud que hay em el hombre es la misma que hay em Dios y no se encuentra em ninguna outra especie. Y la virtud no es nada m templos que el Estado les há dedicado, a fin de que los que tienen estas cualidades – y todos los hombres de bien las tienen – crean que son dioses los que personalmente habitan em su alma.”
(Cícero, De Legibus, liv. II. cap. 11-:28)
Como já foi dito Cícero é um adepto do ecletismo e essa oratoria é o que há de novo em sua ética, ele dá valor a virtudes que para Platão não tinham reconhecimento e para Aristóteles não possuíam caráter humano, tais como a caridade, a condescendência, a honestidade e o decoro. Assim sendo pode-se afirmar que a virtude para Cícero é, tal como a aretê, a excelência enquanto ser humano, porém uma excelência que pode ser desenvolvida por todo e qualquer ser humano. E que o homem de bem, o homem perfeito é aquele que vive virtuosamente. Como diria Sêneca algumas décadas após a oratória de Cícero “que a virtude nos guie e nosso caminho será seguro.” (XIV. P.41).